quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Chega de falar de música!!

Ah, os pseudo-intelectuais! Esse seleto grupo do qual eu humildemente faço parte, tende a ser repetitivo e chato. Somos tão taxativos e inflexíveis que perdemos o encanto e não nos deixamos levar na gravidade de música.
Algumas pessoas hipervalorizam a técnica musical. “Ai tal nota, tal instrumento, tal arranjo, tal isso, tal aquilo...” Não faz diferença! Isso mesmo, não faz! Por que pra mim música é aquele mágico e precioso momento onde você está fazendo ou recebendo aqueles sons ( olha a definição propositalmente tosca! ) e naquele exato momento da sua vida eles fazem sentido. Simples assim.
Não estou fazendo nenhuma apologia a ignorância musical e nem estou dizendo que ela não serve para nada. Pelo contrário, é o constante estudo da música que faz os músicos se desenvolver e evoluir, para que no momento da apresentação, peça ou sabe deus o que, ele se desligue e tenha uma experiência que não pode ser medida em palavras. É só você ver um instrumentista fazendo seu trabalho, ele provavelmente está pensando nos acordes, mas ele vai tão além disso! Os olhos desse indivíduo se umedecem, seu rosto até se contorce seu corpo inteiro pulsa e vibra com a música. E quando você é a platéia só esse momento de comoção importa. O momento de encontro com a música tanto para o “executor” quanto para a platéia, deve ser o momento mais importante.
Mas como eu disse no início, nós pseudo-intelectuais conseguimos estragar tudo. Quem liga se o cara que está tocando ou cantando desafinou, ou se ele está mal vestido, ou se ele fez uma careta? Nos poucos segundos/minutos que a música se faz presente nada disso importante. È como o sexo, você olha nos olhos da pessoa e o tempo para. Não interessa se a pessoa não tem caráter, se ela é uma idiota ou se ela vai te deixar daqui a poucos minutos. É o momento, e ele é seu, dela e de mais ninguém. Por isso caros amigos pseudo-intelectuais não sejam broxantes com seus comentários eruditos, se deixem gozar!
É bom pra caramba, eu garanto!

sábado, 23 de agosto de 2008

Vontade de estar em outro lugar!

Viajar, vagar o mundo.
Conhecer, novos lugares, novas pessoas. Sinto esse desejo de pegar uma mochila e andar por aí.
Ser livre!
Talvez por que em outro lugar eu não precise ser quem eu sou. Responsável, determinada, cheia de certezas. Se eu conhesse novas pessoas quem sabe outras características minhas surgissem. Talvez eu me descobrisse uma nova pessoa.
Ou talvez o desejo de ir embora seja medo de ficar. Talvez a liberdade seja uma ilusão para covardes e desapegados. Quero me dar ao luxo de ser covarde, fugir da rotina e quem sabe do destino.
Pode ser que esse outro lugar seja uma metáfora! Uma metáfora que eu criei para dizer que preciso mudar, fazer as escolhas difíceis e arcar com as conseqüências! Esse outro lugar, esse outro país, é o lugar onde eu estou feliz com as minhas decisões e com a minha auto-imagem.
Preciso ir nessa viagem reflexiva, seja por uma metáfora ou por vias de fato pegar um mochila e dar uma andada por aí.
O fato é que eu preciso me mexer, e lidar com o desejo de ir/ficar!

Sentimentos

Ninguém se sente a vontade quando algém começa a falar dos seus sentimentos.
Muito mais fácil escrever sobre um assunto qualquer, dar sua opinião.
Pessoas tem medo do que os sentimentos podem falar. Do que os sentimentos podem causar no meio social.
Se você começa a conversar com alguém e fala que está triste, um pouco desanimado, todo discurso de seu colega girará em torno de te tirar desse lugar de tristeza, ele te convecerá que não há motivos para tais sentimentos. Não é lógico? A vida é boa, e todos estão correndo atrás de seus sonhos!
Mentira, a tristeza faz parte do ser humano. Todos tentam ser estar alegres e satisfeitos, no entanto esse sentimento de vazio, essa tristeza e a eterna insafisfação é o que nos define como seres humanos.
Procuramos nos outros, nas coisas, preencher esse vazio que nunca se preencherá. Isso é triste.
"Ó vamos chorar e amaldioçar nosso destino?" Não, mas essa tristeza fala de nós mesmos, fala para nós.
Lá estava eu, segura de mim, determinada. Mas, algo mudou. Sinto-me vulnerável, sozinha. Toda a minha rede social parece estar ocupada. Estou sozinha.... A cidade gira, faz barulho e cá estou mergulhada em pensamentos solitários.
Fraqueza? Delírios? Pode ser, mas só quando admitimos que somos sozinhos no mundo é que podemos fazer relações, amizades e verdadeiros encontros.
Mas eu ainda estou na fase de admitir....